Umberto Crispim: "Quem estiver trabalhando contra, terá as portas fechadas"

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Opinião:

Uma reunião de peemedebistas ontem no comitê de Osmar Dias em Maringá terminou com um clima bastante pesado, de muito descontentamento com a fala do presidente Umberto Crispim.
Ele teria ameaçado, sem meias palavras: "Quem, do partido, trabalhar contra o candidato a deputado estadual Enio Verri e contra o senador Requião, terá as portas fechadas no governo do Paraná a partir de janeiro".
A ameaça, com críticas veladas ao comportamento dos aliados do atual governador Orlando Pessuti, que estariam pedindo o primeiro voto do Senado para Gleisi Hofmann e o segundo para Gustavo Fruet, deixou alguns peemedebistas tradicionais perplexos e outros, revoltados.
Bem, a briga de Pessuti com Requião é pública. E o fato do atual governador se recusar a pedir voto para Requião já foi bastante divulgado, principalmente por meio de colunas políticas de jornais e de blogs.
Obs: este tipo de conversa numa hora dessa, hora de somar, equivale a jogar contra o próprio patrimônio. Além do mais a disputa no Paraná é acirrada, ninguém sabe ainda o que vai dar, embora todas as evidências são de que Osmar estaria na frente neste momento. Claro, se der Beto Richa, é evidente que as portas do governo estarão mesmo fechadas para os peemedebistas que ocupam cargo de confiança no governo. Se der Osmar, o próprio Osmar é quem vai definir qual política de nomeação a cargos comissionados ele vai adotar. (Messias Mendes)