Manda quem pode obedece quem tem juízo

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O principal objetivo da reforma administrativa que será realizada pela Mesa Executiva da Câmara de Maringá é a economia de mais de R$ 1,5 milhão, em dois anos, que será destinada a entidades assistenciais da cidade.
As mudanças começam a valer a partir de 1º de maio. Em dois anos o presidente Ulisses Maia irá economizar R$ 300 mil com o pagamento de gratificações por participação em comissões, R$ 650 mil com a diminuição do número de funções gratificadas e R$ 600 mil com a diminuição das horas extras. E a economia já começou, em abril de 2012 foram gastos R$ 22.280 com horas extras, em abril deste ano foram R$ 17.700.
O presidente esclarece que a comissão formada para analisar as horas extras não encontrou nenhuma ilegalidade, todas as horas foram efetivamente trabalhadas pelos servidores e por isso foram pagas.
Questionado sobre irregularidades de alguma chefia principalmente com as horas extras, Maia disse não saber e que nada poderá ser feito para retroagir algum tipo de erro se houvesse.
Para evitar que sejam feitas horas extras a Câmara irá fazer uma escala entre os servidores. No caso das sessões noturnas haverá um rodízio entre os que trabalham na sessão e o pagamento de no máximo 10 horas extras por servidores, somente com a autorização do presidente. Ainda com o objetivo de evitar horas extras serão convocados cinco servidores aprovados no último concurso, dois assessores administrativos, um assistente administrativo, um assistente legislativo e um operador de audiovisual.
Em análise feita pela comissão formada pelos diretores da Casa e pelo controlador interno foi verificado que hoje são pagas gratificações de 50% do salário para 16 servidores que participam de comissões, como as de licitação, pregão e recebimento de materiais, com a mudança serão 9 servidores que receberão a gratificação.
Outra mudança é que haverá um rodízio entre os servidores para formar as comissões. Objetivo é que todos os funcionários possam participar das comissões. Hoje 26 servidores recebem funções gratificadas (FG), com a mudança serão apenas 9, é importante destacar que nenhum servidor que recebe FG irá participar de comissões ou receber horas extras.
O Diretor Legislativo da Câmara, Aldi Cesar Mertz,  saiu em defesa da classe dos vigias e das zeladoras, dizendo que foram considerados os "vilões" de toda esta história, mas lembrou que a maioria dos servidores das áreas, têm mais de 8 anos de serviços prestados à Casa e que recebe um salário base em torno de R$ 1.100.

Opinião

Pois bem, a imprensa não colocou as zeladoras e nem os vigias como violões, apenas foi esclarecido o absurdo de horas extras pagas à determinados funcionários, se um funcionário recebe mensalmente R$ 1000, e ao final de um mês seu salário chegou a mais de R$ 5000, algo está errado ou não?
Uma das determinações proposta da reforma administrativa da Câmara de Maringá mais comentada nos corredores da Casa Legislativa, foi que a diretora do RH, Damaris Gonçalves Josepetti, passa a partir de agora a chefiar o setor de Protocolo.
O vereador Belino Bravin (PP) em tom mais alto, comentava que Ulisses Maia não poderá nem mais andar pela Câmara, por que a maioria dos servidores não concorda com as mudanças, e que deveria ser convocado todos os vereadores antecipadamente para uma discussão sobre o assunto.

Última atualização ( Seg, 29 de Abril de 2013 18:03 )