Policia x Policia

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Os três policiais paranaenses do grupo Tigre (Tático Integrado Grupo de Repressão Especial), que participaram de uma ação no Rio Grande do Sul na semana passada, acharam que o sargento da Brigada Militar gaúcha Ariel da Silva estava fazendo a segurança dos sequestradores.
A informação foi obtida ontem no depoimento dos policiais ao delegado da corregedoria da Polícia Civil gaúcha, Paulo Rogério Grillo. Segundo o jornal Zero Hora, o delegado informou, em entrevista coletiva, que os investigadores disseram que ficaram por duas horas fazendo um levantamento sobre o possível local onde estaria um dos integrantes da quadrilha acusada de sequestrar dois paranaenses.
A desconfiança dos investigadores em relação ao sargento ficou mais forte quando ele ultrapassou o veículo descaracterizado da polícia do Paraná, fez meia volta e retornou por trás da viatura. Nesse momento, o sargento sacou a arma e os policiais fizeram os disparos em direção do policial gaúcho, segundo a versão dos paranaenses.
O autor dos disparos foi um investigador identificado apenas como Alex, com 11 anos de experiência. Ele achou que o sargento era bandido. Segundo Alex, os disparos dele e do sargento ocorreram praticamente ao mesmo tempo. (inf Gazeta Maringá)

Entenda o caso:

Um sargento da Brigada Militar de folga foi morto a tiros por agentes da Polícia Civil do Paraná em Gravataí, na Região Metropolitana. Ariel da Silva, 40 anos, foi atingido por quatro disparos de metralhadora na Avenida Planaltina, nas proximidades da ERS-020, por volta de 1h30min da madrugada de quarta-feira (21). Silva estaria visitando o pai, que mora nas redondezas e voltava para casa em uma motocicleta.
De acordo com a versão que os policiais civis deram na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento de Gravataí (DPPA), o sargento teria passado pelo Renault Logan dos agentes, com placas de Curitiba, e atirado contra o carro. Em resposta, de dentro do veículo parado, os policiais civis reagiram e dispararam contra o militar, que chegou a ser conduzido com vida ao Hospital Dom João Becker, onde morreu.
Os policiais do Paraná estariam no Rio Grande do Sul para uma operação especial que envolveria cárcere privado. Eles apresentaram os mandados de prisão. Segundo o diretor da Delegacia Regional Metropolitana, delegado Leonel Carivali, os policiais vieram para o Estado cumprir uma ação sigilosa.