GAECO - Operação Karst leva mais dois à prisão

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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Paraná (Gaeco), em Curitiba, prendeu na sexta-feira (20) mais duas pessoas supostamente ligadas ao crime organizado na região metropolitana de Curitiba.
As prisões desta sexta-feira – de um policial militar e da esposa dele - fazem parte dos desdobramentos da Operação Karst, deflagrada inicialmente no dia 5 de junho. Investigações subsequentes do Gaeco apontaram que a mulher do PM fazia contato com pessoas ligadas aos detidos do Centro de Detenção Provisória de São José dos Pinhais, como familiares e amigos, que passavam a ela informações, drogas e telefones celulares. Ela então repassava os dados e o material ao marido.
A ação de sexta incluiu também uma vistoria, feita pela equipe do Gaeco em conjunto com a Promotoria de Justiça da Corregedoria dos presídios e com apoio do Bope. Durante a revista foram apreendidas facas improvisadas e maconha.
Há cerca de vinte dias, a Secretaria Estadual de Justiça já havia feito uma vistoria no local, quando foram apreendidos 19 telefones celulares. No dia 5 de junho, foram cumpridos na primeira fase da Operação Karst 26 mandados de prisão e apreendidos 20 quilos de maconha, 3,6 quilos de crack, 50 gramas de cocaína, além de armamento pesado.
O objetivo dessa operação é desarticular sete quadrilhas de traficantes de drogas com atuação em Curitiba e Região Metropolitana e ramificações no sistema prisional do Estado. Segundo os promotores de Justiça André Tiago Pasternak Glitz e Denilson Soares de Almeida, as investigações continuam. André Pasternak explica que as investigações começaram com base em um homicídio ocorrido no final do ano passado, na região metropolitana.
O Gaeco aponta que pelo menos uma dezena de homicídios na Grande Curitiba podem ser creditados a esses criminosos.
A operação - O nome faz referência ao Aquífero Karst, de Almirante Tamandaré. As prisões de junho foram deferidas pelo Juízo da Vara Criminal de Almirante Tamandaré e são resultado de mais de cinco meses de investigações do Gaeco, em conjunto com a Promotoria de Justiça de Almirante Tamandaré.
No curso das investigações, já havia sido desativado um laboratório destinado a preparar as drogas para venda ao usuário.