Simpósio vai debater Administração Compartilhada de Espaços Urbanos

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A partir das 9h desta segunda feira, no  Bristol Metrópole Hotel, prefeitos e empresários de todo o Brasil e países vizinhos terão a oportunidade de conhecer um novo conceito de administração de espaços urbanos, modelo adotado por cidades do Canadá e Estados Unidos na revitalização de áreas comerciais degradadas. O Simpósio de Administração Compartilhada de Espaços Urbanos, que se inicia hoje em Maringá, trará ao Brasil três dos maiores especialistas internacionais em soluções públicas para médias cidades: John Lambeth, David Feehan e Dennis Burns. A proposta do evento é apresentar a adaptação para o Brasil do conceito dos BIDs – Business Improvement Districts, projeto inovador na recuperação de áreas com potencial econômico. O modelo, aqui chamado de Áreas de Recuperação Econômica (AREs), foi implantado e aprovado no Rio de Janeiro. Se trata de uma parceria público-privada, no caso brasileiro entre a Prefeitura e a Associação Comercial do Rio de Janeiro. A ARE é uma organização formada...

        A ARE é uma organização formada voluntariamente por proprietários e titulares de domínio dos imóveis da área a ser beneficada, que se unem ao poder público para promover a revitalização econômica da região. Através da permissão aprovada em Lei Municipal, o município realiza melhorias e amplia serviços prestados na área, enquanto a iniciativa privada promove a revitalização e adota serviços que melhoram as condições da área. 

        A administração e gestão das AREs fica à cargo das Organizações Privadas de Revitalização Econômica (OPREs), formada por representantes dos setores envolvidos.  A criação das AREs valoriza as áreas incluídas no processo de revitalização, reduz a ociosidade dos imóveis e traz mais segurança, atraindo mais consumidores e visitantes.

        Maringá sedia o Simpósio porque já desenvolve o conceito de parceria público/privada para a revitalização da avenida Brasil, principal via comercial da cidade.

 

        Temas do Simpósio

       Financiamento: Como funciona a captação de recursos das AREs? Como os recursos são investidos nos diversos tipos de melhorias e na revitalização de seus territórios?

       Marketing: Apresentação de casos onde a mídia impressa e eletrônica bem como o marketing de relacionamento viabilizaram a recuperação econômica e a promoção positiva de diversas cidades através da realização de campanhas, eventos e festivais.

       Segurança: Como esquemas complementares de segurança podem ser organizados e implementados? Que atividades são mais bem sucedidas e que tipos de equívocos não podem ser repetidos?

       Reurbanização: Como os recursos das AREs podem ser usados para financiar melhorias urbanísticas de impacto imediato, como recuperação de calçadas e substituição de mobiliário urbano, bem como projetos de longo prazo, como nova iluminação pública e paisagismo.

       Estacionamento: Experiências, idéias, sugestões para administração da problemática do estacionamento rotativo e dos conflitos entre estacionamento de rua e a fluidez do trânsito, ambos com impactos importantes no comércio.

       Desafio Brasileiro: A visão do Ministério das Cidades quanto ao programa das Áreas de Recuperação Econômica. Perspectivas de cooperação interinstitucional dos diversos níveis de governo.

       O Projeto de Maringá: Apresentação da proposta que está sendo implementada em Maringá como alternativa jurídica para iniciar a instituição das AREs no Brasil.

       Debates: Oportunidade de amplo debate, perguntas e respostas, apresentação de sugestões e experiências que cidades brasileiras já tenham.

  Programação

 Dia 30 de agosto – Bristol Metrópole Hotel

 8h30 – Inscrições

 9h – Abertura oficial

 9h30 – Situação atual das AREs – Orlando Lima (Associação Comercial do Rio de Janeiro) e Elcione Diniz Macedo (Ministério das Cidades)

 10h – David Feehan – O que são e cono funcionam os BIDs – Business Improvement Districts

 11h15 – Dennis Burns – Idéias e experiências para estacionamentos rotativos

 12h30 – Almoço de trabalho e troca de experiências

 13h30 – John Lambeth – Aspectos jurídicos e institucionais dos BIDs

 15h – A proposta de Maringá – Uma opção de aplicação imediata

 16h – Próximos passos – Discussão de uma estratégia para o avanço do conceito no Brasil

 17h Encerramento                                                (inf. ass. com. Pref. de Maringá)

Última atualização ( Seg, 30 de Agosto de 2010 10:29 )