"O centro de Maringá desandou"

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Reportagem de André Simões, O Diário, retrata bem a situação que vivem os comerciantes e moradores da área central de Maringá.

O tráfico de drogas e a prostituição no entorno da rua Joubert de Carvalho, no centro de Maringá, revolta comerciantes e moradores da região. Para os donos de estabelecimentos, a presença de usuários de drogas e prostitutas na frente das lojas inibe a entrada de clientes, provocando queda de movimento.
O comerciante Valdomiro Yoshida, há 40 anos proprietário de uma loja de sementes na rua, define a situação atual como "barra pesada", lembrando que há dez anos a Joubert de Carvalho não era assim. "Aqui agora tem de tudo.
A prostituição a céu aberto denigre o comércio, tem jovens usando drogas a qualquer hora na praça Raposo Tavares, não tem essa de luz do dia ou de noite", diz.
A vendedora Ana Paula Baltazar diz que é comum ver jovens na frente da loja em que trabalha "trocando pedrinhas" de crack. Segundo Ana, as prostitutas fazem ponto na rua desde às 8h até a noite, formando grupos que ocupam toda a fachada da loja. "Os cliente veem e não entram. Com certeza prejudica o movimento", diz.
O secretário municipal de Assistência Social, Ulisses Maia, afirma que concorda com a reclamação dos comerciantes, mas o problema da rua é de polícia e não de assistência social.
O delegado adjunto da 9ª SDP, Nilson Rodrigues da Silva, diz que os pontos de venda de drogas são buscados e mapeados pela Polícia Civil, mas o policiamento ostensivo e preventivo é feito pela Polícia Militar (PM). 
O comandante da 1ª Companhia de Maringá, capitão Rogelho Fernandes, afirma que o patrulhamento foi intensificado na rua, principalmente à noite, para coibir o tráfico de drogas. Quanto à prostituição, Fernandes afirma que a PM busca coibir a exploração, mas se as mulheres permanecem sem delito, "infelizmente, não há como tomar medida".

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Sugestão para amenizar a situação:


Retorno de dois policiais que coibiam esse tipo de situação, Soldado Giacomassi e Cabo Manhães, no qual o Comando da PM havia prometido que após a Expoingá estariam de volta patrulhando a área central da cidade. Junte-se mais outros bons policiais que o 4BPM tem e dá-lhe abordagem, e a baderna diminui sensivelmente.