Café: Danos não foram grandes, segundo a cooperativa

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A cultura do café, que vem sendo retomada na região devido ao atual patamar de preços e também ao advento da mecanização, também foi atingida pela geada do começo da semana, mas com impacto menor em comparação a outros cultivos, segundo informa a coordenador de culturas perenes da cooperativa, Leandro Cezar Teixeira.
Ainda não é possível falar em perdas, mas ele adianta que os estragos podem não ter sido tão acentuados. Isto é confirmado pelo gerente comercial de café da cooperativa, Adenir Fernandes Volpato.
Os danos não foram muito grandes, o mercado absorveu essa informação após observações iniciais de campo e as cotações voltaram a apresentar ligeiro declínio”, comenta Volpato.
NA ROÇA 
Em Altônia, no extremo noroeste do Estado, onde a temperatura mínima na madrugada de segunda para terça-feira chegou a zero grau, o técnico agrícola da cooperativa, Antonio Carlos Spanhol, disse que “como as lavouras estão localizadas em pontos mais altos dos lotes, as perdas não foram tão relevantes”. Cafezais com menos de dois anos tiveram os ponteiros chamuscados. Já as plantações antigas queimaram mais.
GELO
O panorama é semelhante em Cianorte e Terra Boa, também no noroeste. No primeiro, a temperatura mínima atingiu -1 ºC na noite mais fria do ano. De acordo com o técnico agrícola Antonio Aparecido de Lima, plantações amanheceram cobertas com uma fina camada de gelo. “Foi uma geada moderada nos lugares mais altos e forte nas baixadas”, disse. Perdas somente serão conhecidas em setembro, quando ocorre a principal florada – explicou.
Em Terra Boa, o produtor José Aparecido Sanches disse que “escapou desta”: seu cafezal sofreu pequenos danos nos ponteiros.
QUEIMOU
No norte do Estado, o município de Carlópolis, que fica na região de Londrina, concentra uma das maiores áreas com café do Paraná. São 6 mil hectares e mais de 800 produtores. A geada foi a mais intensa em 15 anos, acredita o cafeicultor Sérgio Firmino da Silva, garantindo que em função dos estragos, não conseguirá colher nada no ano que vem. Silva possui 4 hectares e lida com café há mais de 50 anos: “os campos amanheceram brancos e nas baixadas o cafezal torrou”. Conforme o engenheiro agrônomo da Cocamar, Marcel Guilherme Ribeiro da Luz, “as perdas variam de um lugar para outro, teve produtor que perdeu mais, outros que perderam menos”. (inf Flamma Comunicação)