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O prefeito de Maringá Ulisses Maia apontou hoje, durante entrevista coletiva à imprensa, inúmeros erros no projeto do terminal urbano e no corredor de ônibus da Avenida Morangueira. “Muitos cometidos por má-fé”, segundo ele. Os equívocos do projeto serão informados ao Ministério Público.
Acompanhado do secretário municipal de Obras Públicas, Marcos Zucoloto; de Mobilidade Urbana, Gilberto Purpur; de Gestão, Laércio Fondazzi; do Chefe de Gabinete, Domingos Trevizan e do Procurador Geral, Alexis Kotsifas, o prefeito detalhou vários erros de projeto detectados e que resultaram na paralisação das obras do novo terminal urbano, no Novo Centro, e no corredor de ônibus da Avenida Morangueira. Segundo ele, “o dinheiro repassado pelo Governo Federal para a execução dessas obras está na conta da Prefeitura, mas, em função dos erros de projeto constatados, as obras e intervenções estão paradas e exigem novos gastos para sua retomada”, disse.
A retomada está prevista para os próximos 30 dias, com a demolição do atual terminal e com a instalação de abrigos para passageiros na Avenida Tamandaré, Rua Joubert de Carvalho e Praça Raposo Tavares. A medida vai exigir reorganização do trânsito na área central da cidade.
A iniciativa visa preparar a mudança no sistema de transporte coletivo para a desativação do atual terminal urbano, entre as avenidas Tamandaré e Horácio Raccanello Filho, sua posterior demolição e a construção de novas instalações na área oposta da mesma quadra, ao lado da Avenida Herval.

65 abrigos

coletiva ulisses

Na entrevista coletiva o prefeito esclareceu que os abrigos serão distribuídos em todo o quadrilátero da Praça Raposo Tavares – que funcionará como Terminal Central – e se espalharão por vários pontos em toda a extensão da Avenida Tamandaré e na Rua Joubert de Carvalho, no trajeto entre as avenidas Paraná e São Paulo. Também serão instalados pontos em duas quadras da Avenida Brasil, entre as avenidas Duque de Caxias e Herval. A segurança na Praça Raposo Tavares será reforçada com a instalação de um módulo da Guarda Municipal e o espaço deixará de dispor de 30 vagas de estacionamento junto à praça. As vagas que ficam junto às laterais das quadras, assim como no estacionamento da antiga estação rodoviária não serão afetadas nesta primeira etapa.
Por conta da instabilidade climática, ainda não temos uma data fixa para concluir a instalação dos 65 abrigos e consequente início da demolição do atual terminal. A previsão é que já no começo de março os ônibus estejam atendendo os usuários do transporte coletivo nos novos pontos e as obras do terminal intermodal possam ter início, em uma só etapa, no Novo Centro”, assegurou o secretário de Mobilidade Urbana, Gilberto Purpur. Ele também explicou que, para facilitar a fluidez no itinerário dos ônibus, o sistema viário da área central passará por alterações, especialmente na Praça Raposo Tavares. O sentido de circulação de veículos vai ser invertido nas travessas laterais da praça – Guilherme de Almeida e Júlio de Mesquita Filho – além da via paralela à Avenida Brasil.
Conforme cronograma estabelecido entre as secretarias de Planejamento e Urbanismo (Seplan), Mobilidade Urbana (Semob) e Obras Públicas (Semop), as obras e intervenções técnicas na área do Novo Centro vão acontecer em uma só etapa. “Assim, esse sistema de operações do transporte coletivo urbano no Novo Centro deverá permanecer por um período de dois e meio até três anos, tempo previsto para a conclusão do novo terminal, no centro, e dos terminais de integração nos bairros”, disse o secretário.

Erros de projeto
No encontro com os profissionais da imprensa o prefeito Ulisses Maia enfatizou os “erros graves detectados” no projeto original do terminal, em construção no Novo Centro. Segundo o prefeito, “alguns são erros técnicos e outros, aparentemente, foram cometidos por má-fé dos responsáveis”.
Além de apresentar visível equívoco na licitação, um dos erros no projeto analisados e citados pelo secretário de Obras Públicas, Marcos Zucoloto, foi a interferência das obras do terminal na rede elétrica subterrânea de alimentadores da Copel, já existente no mesmo local.
Outro erro ocorreu na sondagem feita por empresa contratada para estudo geológico das características do solo para as fundações, que teria apontado rochas a 18 metros de profundidade quando, na verdade, essa presença ocorre a 33 metros da superfície, o que inviabilizaria a construção da estação para associação ao trem no subsolo. Esse erro teria sido notificado no mês de julho do ano passado, mas foi omitido pela administração municipal à época. “Depois de gastar R$ 2,6 milhões com o projeto original e mais R$ 280 mil com aditivos, agora a Prefeitura terá de desembolsar mais dinheiro para fazer novas sondagens – desta vez por meio de estacas escavadas mecanicamente – e fazer um desvio provisório dos alimentadores de energia para a execução dos projetos hidráulico e elétrico”, afirmou Zucoloto. O secretário também acrescentou que, por conta desses equívocos a obra evoluiu apenas 9% no período, enquanto poderia estar hoje nos patamares de 35% de execução. “Entretanto, já temos um projeto alternativo da fundação pronto para ter início imediato”, garantiu.

Morangueira
Outro erro grave apontado pela equipe administrativa foi o projeto para implantação do corredor de ônibus, nos dois sentidos de tráfego, ao lado do canteiro central da Avenida Morangueira.
Com apenas um metro de largura e sem garantir segurança para os pedestres, o canteiro também dificulta a implantação de pontos de retorno e de travessia de veículos e impede a construção de abrigos com dimensões adequadas para a grande concentração de passageiros nos pontos de parada de ônibus. “O projeto não prevê segurança para os pedestres, nenhuma ciclovia e não observa um fator notório nesse processo todo: as portas de entrada e de saída dos coletivos ficam do lado direito da carroceria, o que torna o embarque e desembarque extremamente perigosos em todo o circuito”, enfatizou o prefeito Ulisses Maia.
O corredor de ônibus projetado vai desde a confluência das avenidas Morangueira e Colombo até sua conjugação com os Terminais de Integração que estão em construção na Praça Ouro Preto – no cruzamento das avenidas Morangueira e Dr. Alexandre Rasgulaeff; na Praça Emílio Farjado Espejo – no cruzamento das avenidas Kakogawa e Américo Belay – e Praça Megumu Tanaka, no cruzamento da Avenida Kakogawa com as avenidas das Palmeiras e das Grevíleas.

Processo judicial
Para o prefeito Ulisses Maia, a correção e as alterações na configuração desses projetos será oneroso tanto para a Prefeitura quanto para passageiros, comerciantes e demais usuários do sistema. “Em função dos transtornos, atrasos e prejuízos provocados, a Prefeitura de Maringá vai impetrar ação na Justiça contra os agentes públicos e as empresas responsáveis pelos erros nos projetos”, assegurou o prefeito.
Ele argumenta que os custos desses projetos equivocados foram arcados com recursos do Governo Federal, mas a correção deles será por conta do município. “E isso é só o começo dos equívocos da gestão passada que estão sendo detectados. O impacto será muito maior quando tornarmos público os erros verificados e que estão sendo apontados no relatório a respeito do Parque Cidade Industrial, que, também por conta de equívocos e omissões, está com obras paralisadas na região sudoeste de Maringá”, concluiu.

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