Acidente

Atropela, mata trabalhador e foge do local

Familiares teriam ameaçado uma testemunha

Foi identificado como Valdinei Pereira da Cruz, 36 anos, o trabalhador que morreu após ser atropelado na tarde desta quinta-feira, 23, na Avenida Colombo (BR-376), em frente ao Parque Internacional de Exposições Francisco Feio Ribeiro, em Maringá. Valdinei era funcionário de uma empresa terceirizada que presta serviços à Prefeitura de Maringá e atuava na sinalização de uma equipe responsável por serviços de limpeza e roçada no canteiro central da via quando foi atingido por um veículo Land Rover Discovery.

O acidente aconteceu durante a execução dos trabalhos de manutenção da avenida. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu foram acionadas, porém a vítima sofreu ferimentos gravíssimos e morreu ainda no local. De acordo com o tenente André Bueno, do Corpo de Bombeiros, os trabalhadores realizavam o serviço no canteiro central quando ocorreu o atropelamento.

Motorista abandonou o veículo e fugiu
Após atingir o trabalhador, o condutor da Land Rover percorreu cerca de 20 metros antes de parar o veículo. Em seguida, abandonou o automóvel e fugiu a pé sem prestar socorro à vítima. Conforme informações apuradas no local, familiares do motorista compareceram após o acidente. A irmã do condutor colaborou com as autoridades para a identificação dele.

Prefeitura lamenta a morte
Em nota oficial, a Prefeitura de Maringá confirmou que Valdinei Pereira da Cruz era funcionário de uma empresa terceirizada contratada pelo município.

A Prefeitura de Maringá lamenta profundamente o falecimento do trabalhador vítima de um atropelamento ocorrido nesta quinta-feira (23). Ele era vinculado a uma empresa terceirizada prestadora de serviços ao município e, no momento do acidente, atuava na sinalização para as atividades de roçada. A Prefeitura está em contato com a empresa e acompanhando o caso.”
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Ele entrou numa pista totalmente interditada“, diz encarregado

Em entrevista ao repórter Eduardo Leandro, o encarregado da equipe de roçada afirmou que o motorista invadiu uma pista que estava interditada para a realização dos trabalhos. Segundo ele, além de fugir após o atropelamento, familiares do motorista teriam tentado intimidá-lo.
Mataram meu funcionário. O cara se evadiu do local. A família dele veio me ameaçar para eu ficar quieto.”
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O encarregado, que atua há mais de dez anos na área, afirmou nunca ter presenciado uma situação semelhante.
O dono desse carro fez uma loucura. Ele veio numa pista totalmente interditada, enfiou o carro no meio de todo mundo e teve a sorte de ter matado só um, porque podia ter atingido mais trabalhadores.”

Ele também criticou a fuga do motorista.
Se ele estivesse correto, não teria fugido. Quem matou meu funcionário não ficou aqui. Não teve coragem de permanecer ao lado do corpo.”

Polícia Civil investigará o caso

A Polícia Civil do Paraná irá apurar a dinâmica do acidente, incluindo se a pista estava devidamente interditada, como ocorreu a invasão da área de trabalho e a responsabilidade do motorista, que abandonou o local sem prestar socorro à vítima. O caso segue sob investigação. (inf GMC Online)

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