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CPI do Terminal Intermodal ouve engenheira e quer esclarecimentos do diretor da Sial

Dos três ex-servidores da Prefeitura de Maringá convocados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Terminal Intermodal para prestar depoimento na tarde ontem na Câmara Municipal, somente a engenheira civil Jocelei Terezinha Tozeto Menon compareceu. Os demais, Elysson Andrew Bozó Liberati e Adriano Toshiharu Passos Okawa ainda não foram localizados para receberem a convocação. A intenção é que ainda nesta semana eles sejam intimados.
Jocelei e os outros dois participaram como fiscais do projeto do Terminal Intermodal e foram convocados como testemunhas. A engenheira era funcionária de carreira da Prefeitura, se aposentou em 2013 e em fevereiro de 2015 foi nomeada para a diretoria de Projetos da Secretaria Municipal de Obras Públicas, na época chefiada por Adolfo Cochia. Uma de suas funções, contou, foi participar de um grupo de vários profissionais responsável por adequar os projetos às exigências da Caixa Econômica Federal.
Ela disse que quando voltou à Prefeitura, o projeto arquitetônico e os complementares já estavam prontos, inclusive com uma pré-aprovação da Prefeitura, Copel, Sanepar e Corpo de Bombeiros. O seu trabalho, afirmou, consistiu em deixar o projeto nos moldes exigidos pela Caixa. “Todo o detalhamento foi solicitado ao responsável pelos projetos, a Borelli e Merigo Arquitetura (de São Paulo, que fez consórcio com a Aeroservice) para que as informações fossem prestadas da forma em que a Caixa estava exigindo”.
Apesar de ser questionada pelos vereadores membros da comissão do porquê de a empresa que venceu a licitação ter terceirizado boa parte dos trabalhos, ter assumido um projeto licitado de 36 mil metros quadrados e apresentado um com apenas 22 mil m2, e ainda receber um reajuste de mais de 10% para poder entregar, a engenheira disse que não poderia falar a respeito pois não participou do processo licitatório. Segundo ela, quando entrou, o projeto já estaria definido. Mesmo assim, admitiu ter autorizado pagamentos referentes ao projeto no mesmo mês em que voltou a trabalhar na Prefeitura.

Próximos Passos

Na reunião de ontem, no Plenarinho da Câmara, o presidente da CPI do Terminal Intermodal, Sidinei Telles, propôs e os demais membros aprovaram o envio de um requerimento ao diretor da Sial, Edenilso Rossi, para que ele esclareça qual sua ligação com o ex-prefeito de Maringá, Carlos Roberto Pupin, se foram ou são sócios em alguma empresa ou negócio, ou se as duas famílias são parceiras. A Sial Construções Civis – Ltda foi a vencedora da licitação para o Terminal.
A CPI do Terminal Intermodal é composta pelos vereadores Sidnei Telles (presidente), Jean Marques (relator), Alex Chaves (membro), Do Carmo (membro) e Belino Bravin (membro). Para que haja mais agilidade na elaboração do relatório geral, ficou decidido que Do Carmo e Alex Chaves também contribuirão com a relatoria.
O requerimento que solicitou a criação da CPI foi assinado pelos 15 vereadores e destaca que a atual Administração Municipal constatou falhas nos projetos do Terminal Intermodal com sérios e verossímeis indícios de irregularidades. Em função disso, o texto ressalta que, aproximadamente, R$ 60 milhões obtidos para execução da obra possam ser perdidos caso o cronograma de trabalho não seja respeitado. Além disso, destaca-se o interesse da obra para a vida pública, ordem econômica e social do município considerando a expectativa de melhoria no sistema de transporte público coletivo.
As reuniões acontecem todas as segundas-feiras, às 14h; e às quintas-feiras, a partir das 15h. (foto Marquinhos Oliveira)

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redação

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