Brasil

“Quem não conhece a história está condenado a repeti-la”

(via Angelo Rigon)
Os grão-mestres das grandes lojas ligadas à Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil – divulgaram hoje nota de esclarecimento a propósito de manifestação da Associação Nacional Maçônica no Brasil, que segundo o site O Antagonista tornou público “apoio incondicional” ao presidente Jair Bolsonaro. A nota da CMSB, assinada por grão-mestres de todos os estados brasileiros, diz que a ANMB não é uma organização maçônica regular e reconhecida e que, ao contrário, o simples fato de manifestarem-se politicamente, é considerado uma irregularidade maçônica. Confira a nota da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil:

“Em matéria publicada no website “O ANTAGONISTA”, em 30 de março do corrente ano, intitulada Associação maçônica convoca manifestações pró-31 de março e fala em “apoio incondicional” a Bolsonaro, a chamada Associação Nacional Maçônica no Brasil – ANMB manifestou opinião de natureza político-partidária.
Os Grão-Mestres das Grandes Lojas confederadas à CMSB – Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil – fazem saber a quem interessar possa que a referida associação não é uma organização maçônica regular e reconhecida. Ao contrário, o simples fato de manifestarem-se politicamente é, per se, considerado uma irregularidade maçônica.
Um dos princípios fundamentais da Maçonaria Universal, respeitado pelas Grandes Lojas e Grandes Orientes regulares do país e de todo o mundo, é de que:
Enquanto a Maçonaria inculca em cada um dos seus membros os deveres de lealdade e de cidadania, reserva-se ao indivíduo o direito de ter sua própria opinião em relação a assuntos políticos. Entretanto, nem em uma Loja, nem a qualquer momento em sua qualidade de maçom, lhe é permitido discutir ou fazer promover seus pontos de vista sobre questões teológicas ou políticas (GRANDE LOJA UNIDA DA INGLATERRA. Livro de Constituições: Objetivos e Relações do Ofício. Londres: 2019, p. X).
Ainda, essa referida associação, ao fazer apologia à ditadura, afronta a lei de segurança nacional, sendo isso considerado crime no Brasil, conforme a Lei de Segurança Nacional (Lei 7.170/83), a Lei dos Crimes de Responsabilidade (Lei 1.079/50) e o Código Penal (artigo 287). E isso vai contra os princípios assumidos por todos os maçons regulares brasileiros, de sempre respeitar as leis de sua cidade, estado e país.
Assim, fica nítido que a referida associação não tem legitimidade para pronunciar-se em nome da Maçonaria Brasileira, ou mesmo como uma entidade maçônica regular, ficando externado e registrado aqui nosso repúdio pelo uso indevido do bom nome da sublime instituição maçônica com fins ideológicos, o que contraria nossos princípios mais básicos.
Brasília – DF, aos 31 dias do mês de março do ano de 2021″ (Seguem-se 28 assinaturas, sendo as primeiras de Alexandre Modesto Braune, grão-mestre da MR Grande Loja Maçônica do Estado de Tocantins e presidente da XLIX Assembleia Geral
Ordinária da CMSB, e Cassiano Teixeira de Moraes, secretário-geral da CMSB.

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